segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

DECÊNCIA

Versos rimam com uma taça de vinho
Ébrio relance de casto mistério
Envolto nas sombras de um riso funéreo
A gargalhar das "verdades" às quais me avizinho.

Ó melancolia de uma taça vazia
Quão dessemelhante foste de uma íris fosca
Qual essa humanidade abjeta e tosca
Que em nada à terra de nossos ancestrais trazia.

Encha o copo, por favor, ó Lady
Que o doce aroma já nos é inebriante
Uma vela acesa e um olhar intrigante
Um cálice de tu'alma só aumenta minha sede.

Ó decência que o desejo furta
À meia luz me perco em sua vastidão
Ao Inferno adentro de lascívia então
Me perdoe, ó Céu: a noite não será curta!

5 comentários:

Delirium disse...

Envolvente como o vinho!

Carlos Barros disse...

"Ó deceênmcia que o desejo furta" é tudo!
Algo entre o vampiro e a bela enebriada.

Muito bom, Grigório!!!!!!!!!!!!!!

Delirium disse...

Acaba a noite, mas não acaba o vinho.
Solidão é beber sem companhia.
Até o copo se torna melancólico.

Kenia Cris disse...

Olá Grigório!

Descobri um link para o seu belíssimo blog nas estatísticas do meu blog. Vim, é claro, agradecer por me incluir na sua lista de leitura! Por que não deixou um comentário lá no Poesia Torta para que eu pudesse encontrá-lo? Estou seguindo vc e já está linkado lá no Poesia Torta.

Beijo carinhoso.

Val disse...

mandando ver!!

agora vamos por um layout novo por aqui!!!