domingo, 20 de novembro de 2011

ÍCARO E A LUA

Dos becos escuros gritam em desatino
Angústias e esperanças da juvenil revoada
Começando sua busca, uma mística jornada
Inaugurada pela arrepiante badalada d’um sino

Não existiria objetivo, não fosse ele divino
Justificando o sol que ardia em sua face
Fornecendo o calor àquele fatal desenlace
Carregando su’alma nas tristes asas do destino.

No átrio a Lua o recebe, com sua luz caridosa,
Aquele que liderou os homens, de forma corajosa,
Contra a apolínea maldição no sonho do menino:

“Seu erro foi trocar a noite, mais formosa,
Onde minhas estrelas brilham em carícia luminosa,
Pela estrela única de um deus tolo e cabotino.”

2 comentários:

Bruno Soft disse...

Parabéns, amigo, pelo
primeiro lugar no concurso
com esse belo poema!
Vi na intranet (daí vc tira
que eu tb sou colaborador rsrs)
seu poema e pesquisei, aí um
amigo me passou seu blog.
Vou continuar passeando aqui
atrás de surpresas =D

Pérola Anjos disse...

Parabéns pelo prêmio! Um prazer conhecer você e a sua poesia! Beijos