Ouve-se de longe o trote dos cavalos
Nas estradas por onde sua majestade impõe
Uma brutal tirania que sua vilania expõe
E os seus atos de horror - a quem caberá julgá-los?
A divina linhagem que justifica suas ações
Teria herdado de Deus terrível legitimidade
Para criar vassalos e disseminar a sua maldade
Legando o desespero a incontáveis gerações?
A opressão da realeza encontrará, com brevidade,
Quando vier das ruas o grito de liberdade,
O fim que lhe espera entre as vergonhas da história
E o trono cujo sangue não encontrará herdeiros
Desaparecerá então, quando não houver mais cativeiros
Nem heranças do passado que ofendam nossa memória.
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Um comentário:
Exuberante e majestosa trilogia. Em "A Sabedoria do Rei" percebo um rei mais humano, altruísta (será?) e esse rei não me convence de todo... Já em "A Opulência dos Reis" a exploração se mostra muito mais descarada, tal como parece ter sido, afinal alguém tinha que limpar a sujeira dessa realeza toda. A história se completa, bem amarrada, em "A Tirania dos Reis", agora exibindo sua cara feia e sanguinária. Tão real quanto soberbo!
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