sábado, 17 de abril de 2010

SONETO PARA MINHA ROSA

Uma rosa apenas há no meu jardim
E da sua beleza meu amor extrai
A essência que dela nunca se esvai
E um doce aroma superior ao jasmim.


Nesse jardim não há colméia ou abelha
Mas nele delicio desta rosa o mel
Como a língua que lambe, atingindo o céu
No fogo que arde, do lamber, a centelha...


Amo em minha rosa o mel e a alvura
A volúpia sutil embebida em ternura
E esse olhar casto que espelha minh'alma


Pigmento róseo que anima a brancura
Cada pétala que toco torna ainda mais pura
A vara que cultiva e, em ti, acalma.

5 comentários:

Anônimo disse...

Maravilha Grigório!!!

Fernando

Kenia Cris disse...

Belíssimo. =) O título me lembrou imediatamente a Rosa do Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry. É bom que aja homens que cultivem jardins inteiros por causa de uma rosa.

Beijo carinhoso. =*

Eliezer J.Santos disse...

olá! tudo bom? muito interessante seu blog.tambem gosto de escrever textos livres,sobre temas variados.se puder,dá uma passadinha lá pra dar uma conferida,ok?
abraços e sucesso!

Renata Rimet disse...

Nada absurdo esse amor rasgado, vivido na sua plenitude e intensidade...

Delirium disse...

Soneto

A um poeta erótico

Pétalas delicadas de carne em rosa
Desabrocham em lúbrico carmim
Para embelezar o escolhido jardim
Com a exuberância de sua forma generosa

Jardim onde rosas de outrora amam jazer
A rosa que brilha em estelar vermelhidão
Conduz – veludoso toque – à imensidão,
O que nenhuma outra rosa sonhou fazer.

Rosa devoradora, carnívora desatinada
Ladra glutona de prolífico mel
Desvairada explora-o até atingir o céu

Dessa rígida, túmida e labiríntica estrada
De suavidade morna e lenta
Cujo limiar é uma vara opulenta.

(Calliope, 14/05/2010)